Procurado por tráfico de drogas morre em confronto com Polícia Militar em Itu

Perseguição aconteceu no bairro São Judas Tadeu, neste domingo (05). Criminoso era procurado por tráfico de drogas, após descumprir regras do regime semiaberto.

Por Henrique Gandini (Itu - SP) 05/04/2020 - 16:11 hs
Foto: Fernando Vitarelli/ITV
Procurado por tráfico de drogas morre em confronto com Polícia Militar em Itu
Revólver calibre 38 foi apreendido.

Um rapaz morreu após trocar tiros com a Polícia Militar no bairro São Judas Tadeu, na madrugada deste domingo (05), em Itu.

A PM informou que dois indivíduos em um veículo branco teriam fugido de uma abordagem, dando início a uma perseguição, que se estendeu por algumas ruas do bairro. Em fuga, o carro teria entrado na rua Antônio de Souza — sem saída — quando os ocupantes desembarcaram e correram para dentro de uma viela. Um deles, acabou encontrando policiais militares que apoiavam a ocorrência, quando teria acontecido o confronto.

Vinícius Guilherme Felix Gonçalves chegou a ser socorrido pela Ambulância Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital São Camilo. O comparsa conseguiu fugir. Um revólver calibre 38 com numeração raspada foi apreendido. Nenhum policial ficou ferido. (colaborou: Fernando Vitarelli/ITV)

ESTAVA PROCURADO

Na delegacia, policiais descobriram que Gonçalves era procurado pela justiça por tráfico de drogas. Ele recebeu benefício para cumprir a pena em regime semiaberto em 2019 — que é quando o preso pode sair para trabalhar ou estudar durante o dia, mas retorna para a prisão à noite — mas em uma das ocasiões, não retornou mais ao cárcere. 

Na época, após a comunicação de evasão, o Juiz de Execuções Penais, Emerson Tadeu Pires de Camargo, suspendeu o benefício e decidiu pela volta ao regime fechado. O mandado de prisão foi determinado em abril daquele ano, mas Gonçalves não foi mais encontrado, até o confronto desta madrugada. Ele cumpria pena na Penitenciária de Mairinque.

TRÁFICO PRÓXIMO A ESCOLA

Gonçalves foi condenado em janeiro de 2019 — junto com um comparsa — a dois anos e dois meses de prisão pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal de Itu, Hélio Villaça Furukawa, após ser flagrado por policiais civis com três tijolos de maconha.

Apesar de ser réu primário, foi condenado ao regime incial fechado pela grande quantidade de entorpecentes e pelo fato de ter sido preso em uma casa próximo a Escola Estadual Prof. Rogerio Lázaro Toccheton, no bairro São Luiz. O local era usado como depósito e ponto de vendas de drogas.