Ministério Público pede inclusão de Oliveira Júnior na lista vermelha da Interpol

Pedido, aceito pela Justiça, é para evitar que Oliveira Júnior deixe o País.

Por Henrique Gandini (Itu - SP) 29/08/2017 - 19:30 hs
Foto: Igor Juan (Colaboração ITV)
Ministério Público pede inclusão de Oliveira Júnior na lista vermelha da Interpol
Oliveira Júnior deixando o Fórum de Itu

O Judiciário de Itu aceitou, nesta terça-feira (29), ao pedido do Promotor Luiz Carlos Ormeleze de incluir o nome do empresário e ex-vice-prefeito de Itu, Élio Aparecido Oliveira, conhecido apenas por Oliveira Júnior, à lista federal de procurados pela justiça.

A solicitação foi aceita pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal de Itu, Hélio Villaça Furukawa e enviada ao Delegado Regional Executivo da Polícia Federal em São Paulo, Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho. Segundo o Ministério Público, o pedido é para evitar que o empresário deixe o País, por ser alvo de um mandado de prisão, expedido semana passada.

No documento, o qual a reportagem da ITV teve acesso, o Juiz instrui a inclusão de Oliveira Júnior à lista de procurados pela Justiça Brasileira conhecida por difusão vermelha. Segundo a Polícia Federal, ter o nome incluído na lista vermelha significa que o foragido pode ser preso por qualquer força policial do País em que esteja.

MANDADO DE PRISÃO

A Justiça de Itu expediu, sexta-feira (25), um mandado de prisão contra o empresário e ex-vice-prefeito Élio Aparecido de Oliveira, conhecido apenas como Oliveira Júnior. 

Desde o oferecimento da denúncia, pelo Ministério Público de Itu, travou-se uma batalha entre recursos e protelações do processo. Em fevereiro de 2015, o tribunal do júri considerou que Oliveira Júnior, de fato, foi o mandante de um atentado contra a vida do radialista Josué Dantas, em 2006, que culminou na morte do advogado Humberto da Silva Monteiro. O Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal, Hélio Villaça Furukawa, condenou o ex-vice-prefeito a 20 anos de prisão, em regime inicial fechado.

Diante da decisão, a defesa recorreu e a justiça entendeu que o empresário deveria aguardar o julgamento do recurso em liberdade, já que era réu primário e possuía endereço fixo.

Para o Tribunal de Justiça de São Paulo, a decisão da comarca de Itu foi legítima e a condenação foi mantida, mas o mandado de prisão não foi expedido, gerando um novo recurso, desta vez, do Ministério Público, pedindo a prisão do ex-vice-prefeito.

Semana passada, a Justiça de Itu atendeu ao pedido de prisão do promotor Luiz Carlos Ormeleze e decretou a prisão do ex-vice-prefeito. Decisão esta, que não cabe recurso.

CONDENAÇÕES

Exceto Oliveira Júnior, todos os acusados de participação no crime foram condenados — Tiago Martins Bandeira e Eduardo Aparecido Crepaldi foram acusados de serem os executores. A Justiça também considerou culpados, Luís Antônio Roque e o ex-policial militar Nicéias Brito, que eram seguranças do ex-vice-prefeito. 

O ex-chefe de torcida organizada Força Jovem, do Ituano, José Roberto Trabachini, foi acusado de tentar contratar assassinos que cometeriam o crime, mas, foi o único a ser inocentado pela Justiça.